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Português língua não-materna
Esquecer a Língua Materna PDF Print E-mail
Written by david   
Thursday, 18 February 2010 14:48

Esquecer a Língua Materna quando imersos numa Língua Segunda

Um artigo publicado no Jornal "Psychological Science" apura que os adultos são notoriamente pobres como alunos de uma segunda língua (L2). Um contexto que permite a aquisição de L2 com sucesso é a de imersão no idioma. Neste estudo, investigaram os efeitos da aprendizagem de imersão para um grupo de estudantes universitários que estudam no estrangeiro, em Espanha. O objetivo era estudar o efeito da imersão na língua nativa (L1), Inglês. Testaram a hipótese de que os benefícios da imersão em L2 tinham como resultado  uma influência negativa  na L1. Os participantes foram alunos ingleses de língua espanhola que eram imersos em espanhol, enquanto viviam em Espanha ou expostos ao espanhol só em sala de aula.O desempenho em ambas as tarefas de compreensão e produção mostrou que os alunos imersos superaram os seus homólogos da sala de aula em relação à proficiência em L2. No entanto, os resultados também revelaram que os alunos tiveram uma diminuição de proficiência na sua L1. O padrão de dados é mais coerente com a interpretação de que a L1 foi inibida quando os alunos estavam imersos.

Origem aqui

Last Updated on Saturday, 20 February 2010 19:23
 
A Música e a Língua Estrangeira Print E-mail

A Influência da Música na Aprendizagem da Língua Estrangeira nas Séries Iniciais

Este artigo propõe uma análise sobre a influência que a música exerce na aprendizagem de uma segunda língua desde a pré até à 4ª classe em instituições públicas de ensino.

O objetivo proposto é mudar a metodologia de ensino para que a criança passe a gostar da língua inglesa, não ensinar apenas a tradução e sim dentro da música a gramática e a pronúncia.

Infelizmente, as salas de aulas tradicionais permitem pouco espaço para os interesses e necessidades individuais das crianças. A não utilização correta de músicas limita os alunos a utilizarem atividades no livro e caderno que para eles não são interessantes.

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Lusofonia e Política de Língua PDF Print E-mail
Written by david   

 

Já diz o ditado “palavras leva-as o vento” é o que me faz pensar a sequência disruptiva de diplomas que imanam da Assembleia da República, nem a mudança de século provoca uma mudança de paradigma no que concerne ao planeamento de uma política de língua em Portugal. Como todos nós sabemos não é só necessário dizer que a “promoção da língua” (R.C.M n.º 188/2008) internacionalmente é um dos vectores da acção da diplomacia portuguesa para que a situação no terreno melhore. É mesmo costumeiro da acção política criar resoluções, leis, propaganda perto do calendário eleitoral. Falta a Portugal uma visão que comande a mão em vez de a visão ver e a mão estar dormente. Escrevo por razões pessoais falta um pouco de tudo na organização da “promoção da língua”. O que existe é mais devido aos cidadãos anónimos, que colocam os filhos nas escolas portuguesas, que fazem rádios, escrevem jornais, fazem blogs, que não têm vergonha de falar português nos cafés da Inglaterra, França, Suíça... a eles se deve a “promoção da língua”. Que apoio têm estes cidadãos que muitas vezes esperam horas nas filas dos consulados, que lhes vêm negados direitos iguais no desconto do Irs, na reforma, apesar de como se sabe contribuírem com milhões para a economia portuguesa todos os anos.

A “promoção da língua” é a promoção do homem e da mulher, eles é que a usam, eles é que a escolhem, se lhes tirarem direitos, se em vez de existir o diálogo e a diplomacia lhes forem apresentados obstáculos pois escolherão outra língua para os seus filhos, netos, e depois é irremediável, perdendo os falantes empobrece-se a língua.

 

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Política de Língua em Portugal PDF Print E-mail
Written by david   
Thursday, 28 January 2010 23:26

 Política de Língua em Portugal

O nosso Estado-Nação que era considerado um espaço de uma só Língua, é em análise detalhada, composto por registos individuais, pertencentes a cada falante, os idiolectos, ou pertencentes a classes sociais bem definidas, socialectos, como a classe médica, ou numa visão mais macroscópica, um conjunto de dialectos regionais. Dentro do espaço continental encontram-se os dialectos galegos, os dialectos portugueses setentrionais, e os centro-meriodionais, e no espaço insular, o dialecto micaelense no arquipélago dos Açores, e o madeirense no arquipélago da Madeira. O bem conhecido Mirandês, uma variedade asturo-leonesa, adquiriu, em 1997, o estatuto de língua minoritária dentro do território linguístico português (Mateus et al, p. 42).

Assim é a Língua Portuguesa um “corpo” objecto de variação e mudança. Observando a língua reconhece-se que esta varia com o tempo, a diacronia, ao longo da sua história. Varia, também, com o espaço, a diatopia, de uma região para outra. Também, socialmente se observam variações, diastratia, e por fim, dependendo das situações comunicativas, a situacional.

Last Updated on Thursday, 28 January 2010 23:33
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Direitos Linguísticos PDF Print E-mail
Written by david   
Thursday, 28 January 2010 23:24

Direitos Linguísticos

Os Direitos Linguísticos foram redigidos em 6 de Junho de 1996, na cidade de Barcelona, com o patrocínio da UNESCO. O texto traduzido para português, ancora-se na Declaração dos Direitos do Homem de 1948. A emergência dos Direitos Linguísticos advém da consciência de que é necessária uma “Declaração Universal dos Direitos Linguísticos que permita corrigir os desequilíbrios linguísticos com vista a assegurar o respeito e o pleno desenvolvimento de todas as línguas e estabelecer os princípios de uma paz linguística planetária justa e equitativa, como factor fundamental da convivência social;” (UNESCO, 2006:3). Os princípios que constam na declaração aplicam-se a seis esferas de acção, a administração pública e organismos oficiais, o ensino, a onomástica, os meios de comunicação e novas tecnologias, a cultura e a socioeconómica.

Actualmente a língua inglesa é a língua mais difundida na Europa. Conseguiu este estatuto porque em todos os países europeus existe o ensino formal da língua inglesa. A popularidade da língua inglesa na UE deve-se à importância dos EUA no mundo económico, cultural e militar. (Phillipson, 2008, p:1). O crescimento galopante da língua inglesa tem hoje um claro impacto na vida quotidiana do cidadão europeu, a sua presença é dominante nos media, na internet, na música, em todos os aspectos sociais globalizados. Paralelamente a UE tem sofrido alargamentos e conta já com vinte e três línguas distintas (Phillipson, 2008:12). A língua alemã tem mais falantes de língua materna seguida pela língua francesa, mas ao nível de falantes de língua não-materna a língua inglesa destaca-se das restantes. Por essa razão faz sentido questionar se não seria cómodo e funcional utilizar a língua inglesa como língua franca da UE.

Last Updated on Thursday, 18 February 2010 01:01
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