Ditados Populares de Natal
Em Dezembro corta lenha e dorme.
e Dos Santos ao Natal bico de pardal.
e De S.ª Catarina ao Natal, um mês igual.
e Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
e Dezembro frio, calor no estio.
e Dia de S. Silvestre (31/12), quem tem carne que lhe preste.
e Do Natal à Sta. Luzia, cresce um palmo em cada dia.
e Dos Santos ao Natal, é Inverno natural.
e Ande o frio por onde andar, há-de vir pelo Natal.
e Caindo o Natal à 2ª feira, tem o lavrador que alugar a eira.
e De Santa Catarina ao Natal, mês igual. e De Santos a Santo André, um mês é; de Santo André ao Natal, 3 semanas.
e Do Natal a Santa Luzia, cresce a noite e mingua o dia.
e Dos Santos ao Natal, cada dia mais mal; do Natal ao Entrudo, come capital e tudo.
e Mal vai Portugal se não há 3 cheias antes do Natal.
e Não há ano afinal que não tenha o seu Natal.
e Natal ao sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano formoso. e Natal em casa, junto à brasa. e Natal na praça, Páscoa em casa.
e Natal à 6ªfeira, guarda o arado e vende os bois.
e No dia de Natal têm os dias bico de pardal.
e No dia de S. Silvestre, não comas bacalhau que é peste.
e No Natal semeia o teu alhal se o quiseres cabeçudo, semeia-o pelo Entrudo.
e Para que o ano não vá mal, os rios enchem 3 vezes entre S. Mateus e o Natal.
e Pelo Natal se houver luar, senta-te ao lar; se houver escuro, semeia outeiros e tudo. e Pelo Natal, cada ovelha no seu curral. e Pelo Natal, neve no monte, água na ponte. e Pelo Natal, sachar o faval. e Pelo Natal, tenha o alho bico de pardal.
e Quando o Natal tem o seu pinhão, a Páscoa tem o seu tição.
e Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal.
e Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival.
e Se queres a desgraça de Portugal, dá-lhe 3 cheias antes do Natal.
e Se te queres livrar de um catarral, come uma laranja antes do Natal.
e Tudo a seu tempo, e os nabos no Advento.
e Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
e Depois que o menino nasceu, tudo cresceu.
e Em Dezembro descansa, em Janeiro trabalha.
Provérbios dos meses do Ano
JANEIRO
- Trovão em Janeiro, nem bom prado nem bom palheiro. - Em 1 de Janeiro sobe ao outeiro: se vires verdejar põe-te a chorar; se vires terrear põe-te a cantar. - Ao luar de Janeiro, se conta o dinheiro. - A água de Janeiro, vale dinheiro. - Bons dias de Janeiro, vêm-se a pagar em Fevereiro. - De flor de Janeiro, ninguém encheu celeiro. - Janeiro fora, mais uma hora, e quem bem contar, hora e meia há-de achar. - Uma invernia de Janeiro e uma seca de Abril deixam o Lavrador a pedir. - A pesca de Janeiro vale carneiro. - Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gado. - Trovão em Janeiro, nem bom prado nem bom palheiro. - Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.
FEVEREIRO
- A fevereiro e ao rapaz perdoa tudo quanto faz, se fevereiro não for bom secalhão e o rapaz não for ladrão. - Se a candelária chora, está o inverno fora; se a candelária rir, está o inverno para vir. - Neve de fevereiro, presságio de mau celeiro. - O tempo de fevereiro, enganou a mãe ao soalheiro. - Para parte de fevereiro, guarda lenha no quinteiro. - Em Fevereiro chega-te ao lameiro. - Em dia de S. Matias, começam as enxertias. - Aproveita Fevereiro, quem folgou em Janeiro. - Aí vem meu irmão março, que fará o que eu não faço. - Em fevereiro, chuva - em agosto, uva. - Em fevereiro - no primeiro jejuarás; no segundo guardarás; no terceiro, dia de S. Brás. - Fevereiro coxo - em seus dias vinte e oito. - Fevereiro faz o dia logo Santa Maria. - Lá vem o Fevereiro, que leva a ovelha é o carneiro.
MARÇO
- No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto. - Março marçagão: de manhã cara de cão, ao meio-dia de rainha, e à noite de fuinha. - Nasce erva em março, ainda que lhe dêem com o maço. - Sáveis por S. Marcos enchem os sacos. - Se o cuco não vem entre março e abril, ou é morto ou está para vir. - O bom ganhar faz o bom gastar. - Março liga a noite com o dia, o manei com a Maria, o pão com o mato e a erva com o sargaço. - Quando florir o maracotão, os dias e as noites iguais são. - Água de março, quanta ao gato molhe o rabo. - Quanto vale o carro e o carril? Tanto como a chuva março e abril. - Vento de março, chuva de abril, fazem o maio florir.
ABRIL
- No princípio ou no fim de abril é ruim. - Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. - Mau é por todo o abril ver o céu a descobrir. - Em abril águas mil, canta o carro e o carril. - A aveia, até abril, está a dormir. - A carranca é mãe do cuco, vem em princípio de abril e diz ao maio que seu filho está para vir. - Chuvas na ascensão das palhinhas fazem pão. - A três de abril o cuco há-de vir; e se não vier até oito, está preso ou morto. - É próprio do mês de abril as águas serem às mil. - Em abril sai a bicha do covil. - Em abril vai a velha onde tem de ir e vem dormir ao seu covil. - Em tempo de cuco - pela manhã molhado e à noite enxuto.
MAIO
- A melhor cepa, maio a deita. - Quando chove na ascensão, até as pedrinhas dão pão. - Mês de maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores. - Água de maio, pão para todo o ano. - Maio hortelão, muita palha, pouco pão. - Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso. - Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada. - Tantos dias de geada terá maio quantos de nevoeiro teve fevereiro. - Quem em abril não varre a areia e em maio não racha a leira, anda todo o ano em canseira. - Chovam trinta maios e não chova em junho. - De maio a abril há muito que pedir.
JUNHO
- A chuva de S. João, bebe o vinho e come o pão. - Junho calmoso, ano formoso. - Chuva de Junho, peçonha do mundo. - Ande por onde andar o Verão, há-de vir no S. João. - Em Junho, foicinha em punho. - Galinhas de S. João, no Natal ovos dão. - Sol de Junho madruga muito. - Até S. Pedro tem o vinho medo. - Chuva em junho, mordedura de víbora. - Dia de S. Barnabé seca-se a palha pelo pé. - Sol de junho madruga muito. - Junho floreiro, paraíso verdadeiro. - Lavra no S. João, se queres haver pão. - Sardinha de S. João já pinga no pão.
JULHO
- Pelo S. Tiago, pinta o bago. - Deus ajudando, vai em julho mercando. - Em julho abafadiço, fica a abelha no cortiço. - Quem trabalha em julho, para si trabalha. - Em julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando. - Pelo Santiago pinta o bago e cada pinga vale um cruzado. - Por S. Vicente toda a água é quente. - Não há maior amigo que o julho com o seu trigo., - Gavião temporão, Santa Marinha na mão. - Julho, o verde e o maduro. - Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
AGOSTO
- Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto. - Chuva fina por Santo Agostinho, é como se chovesse vinho. - Dia de S. Bartolomeu, anda o diabo à solta. - Em Agosto apanha macela, que livra da botica o uso dela. - Em S. Lourenço, vai à vinha e enche o lenço. - Quando o ano é de leite - até os bodes o dão. - O mês de Agosto será gaiteiro se for bonito o 1 de Janeiro. - Não é bom o mosto colhido em Agosto. - Água de Agosto, açafrão, mel e mosto. - A boa fiandeira de S. Bartolomeu toma a vela e a mais boa da Madalena. - Cava e esterca de Agosto ao lavrador se alegra o rosto. SETEMBRO - Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras. - Em Setembro, planta colhe e cava, que é o mês para tudo. - Em vinte e nove, S. Miguei fecha as asas. - Lua nova setembrina, sete luas domina. - Quem planta no São Miguel, vai à horta quando quer. - Em Setembro ardem os montes, secam as fontes. - Guarda prado, criarás gado. - Vindima molhada, pipa depressa despejada. - Terra de gramão, terra de pão. - Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus. - Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos. - Setembro, andando e comendo. - Setembro, comendo e colhendo. - Setembro, é o Maio de Outono. - Setembro, molhado, figo estragado. - Setembro, que enche o celeiro, dá triunfo ao rendeiro. - Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.
OUTUBRO
- Logo que Outubro venha, procura a lenha. - Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso. - Outubro quente, traz o diabo no ventre. - Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro. - Aí por S. Lucas, (dia 18) bem sabem as uvas. - Em Outubro pega tudo. Em Outubro recolhe tudo. - Meia vida é à candeia e o vinho a outra meia. - Em Outubro sê prudente, guarda o pão, guarda a semente. - Por Santa lreia, pega nos bois e semeia. - Tem tento quando te der no rosto o vento. - Não há dia sem tarde. - Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado. - Cada um colhe conforme semeia.
NOVEMBRO
- No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho. - Se o Inverno não errar caminho, tê-lo-eis pelo S. Martinho. - Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro. - Novembro à porta, geada na horta. - Pelo S. Clemente (dia 23) alça a mão da semente. - Pelo S. Martinho deixa a água p´ro moinho. - Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca no S. Martinho. - Cada qual quer levar a água ao seu moinho e deixar em seco o do vizinho. - Mais valem alimpaduras na minha eira do que trigo na tulha alheia.
DEZEMBRO
- Em Dezembro descansar, para em Janeiro trabalhar. - Caindo o Natal à Segunda-feira, tem o lavrador de alugar a eira. - Depois que o Menino nasceu, tudo cresceu. - Dezembro quer lenha no lar, e pichel a andar. - Do Natal a Santa Luzia, cresce um palmo o dia. - Assim como vires o tempo de Santa Luzia ao Natal, assim estará o ano, mês a mês, até final. - Natal a assoalhar e Páscoa ao mar. - Noite de Natal estrelada dá alegria ao rico e promete fartura ao pobre. - Dia de S. Silvestre não comas bacalhau que é peste. - Em dia de Santa Luzia cresce a noite e minga o dia. - Quando o ganho é fácil a despesa é louca. - Quem pouco ganha e muito gasta, se não herdou, furtou.
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